O “Coreto de Loulé” deseja a todos os amantes da democracia, dos valores da cidadania e dos amantes do bem comum um Feliz Ano de 2010.
Que a entrada na nova década seja virtuosa e um preságio de boa ventura.
O “Coreto de Loulé” deseja a todos os amantes da democracia, dos valores da cidadania e dos amantes do bem comum um Feliz Ano de 2010.
Que a entrada na nova década seja virtuosa e um preságio de boa ventura.
Chegou ao fim uma novela chamada Vairinhos que numa noite de nevoeiro procurou ser o Dom Sebastião dos Louletanos.
Vairinhos perdeu em toda a linha. Teve uma derrota história e ficou claro que não é bem vindo (politicamente) a Loulé.
A mania de quem se achava uma super estrela acaba por terra sem brio nem glória e depois de uma campanha à sua imagem, ao seu estilo e retrogada. Foi o voltar aos anos 80 onde tudo era feito de forma diferente e onde os limites não estavam muito bem estabelecidos.
Varinhos perdeu e bem. Sofreu uma derrota bem maior que Vitor Aleixo num cenário em que havia muito mais votantes. É obra!
Agora é tempo de cobrar.
1.º Derrotado: Joaquim Vairinhos
Deverá abandonar de vez a politica em Loulé e porque não dize-lo em todo o país. Perdeu e mereceu perder. Fez uma má campanha e as pessoas reijatavam a sua presença. Teve, nas urnas, a resposta. Curioso é o facto de pensar que poderia ganhar.
2.º Derrotado: Hugo Nunes
O Presidente do PS em Loulé deverá demitir-se. O Partido que dirigi teve uma pesada derrota em todas as frentes, perdendo mesmo mais um junta. É obra. Sem assento no Parlamento, no CML ou em qualquer lado, deve equacionar se a politica é espaço para ele. Eu acho que não é.
3.º Derrotado: Victor Faria
Tentou demarcar-se da candidatura e fez a ruptura. No entanto é um dos grande obreiros desta Vairinhos ò mania. Vai partir a louça toda mas é ele o responsável pelo inicio do fim de Vairinhos. Que vá para longe, e depressa.
4.º Derrotado: A oposição em Loulé
Depois desta aventura, a oposição em Loulé fica mais fraca, muito fraca mesmo. É mau para a democracia.
Não é tempo para paninhos quentes.
Os culpados desta vergonha para o Partido Socialista que dêem a cara.
P.S: Por mim chega. Vairinhos perdeu e isso era o mais importantes.
Até um dia destes.
É deveras surpreendente e não menos espectacular a forma como uma candidatura se desconstrói ao mesmo tempo que apregoa o seu contrário. Não será física certamente. Apenas encontro paralelo na queda de Bagdad e naquelas ridículas entrevistas do chefe de estado-maior a afirmar que a cidade estava segura ao mesmo tempo que os americanos derrubavam a estátua de Saddam. Assim vai a candidatura do Professor, desmoronando-se a pouco e pouco, qual torre de Babel, num silêncio ensurdecedor que é música para os ouvidos de alguns camaradas cujas lanças tem tiro certeiro a 12 de Outubro.
A pouco e pouco (estou a exagerar, porque tem sido efectivamente de muito em muito) a credibilidade da candidatura do Professor tem vindo a diminuir estando neste momento num plano tão residual que já se ouvem comentários penosos sobre o estado de coisas a que a coisa chegou. Têm sido vários os episódios que têm levado ao marasmo que hoje se instalou nas hostes do partido que se diz de esquerda em Loulé. Da triste reacção ao vandalismo selvagem de um pobre diabo, aos relatos de ofertas desmesuradas de emprego passando pelo infeliz cardápio de candidatos apresentados. Estes são os públicos e notórios, mas outros à que não sendo públicos são relevantes e ajudam a compreender como se leva a terra uma candidatura que, sejamos justos, nunca levantou voo. Da prematura saída do homem que comandava a campanha por razões puramente politicas, amargas e cuja ferida tardará a sarar, até aqueles que se mantendo dentro, criticam por fora. Confesso que é triste ver tal rol de candidatos pseudo apoiantes do Professor a proclamarem tal maledicência do Homem. Ainda há dias, no sítio do costume, bem pertinho do céu, um primo do Vale onde existem Lobos, ordenhava argumento atrás de argumento numa luta consigo próprio para perceber quantos vezes podia criticar o Homem num só minuto. E da serra, nem bom vento, bem bom advento. O que safa é o moço novo de longe que é muleta para tudo quanto é festim ou arraial. Mas então e os outros? Os fiéis de sempre? Estão ali ao lado, atrás da moça do Pai de Alte. Tive amena tertúlia com um dos insatisfeitos, mas que andam por dentro. É como aquelas comichões que fazem espécie… incomodam. Contava-me ele que nunca tinha visto o partido tão partido, e a gente de sempre cada mais gente do nada. Falou-me ainda em outro relato, este mais forte, mas que confesso não ter nada que me corrobore a dica: O menino cabeça do partido abriu valas entre ele e a candidatura do Professor. Grave se tal é verdade, até mesmo para o menino cabeça do partido. Ele não sabe certamente até onde vão os tentáculos do polvo e certamente vai descobrir da pior maneira. E como referência a esta referência o meu amigo fez-me outra referência. Dizia ele: “épa então tu ainda não olhaste para a pagina do homem, vê lá a nota de requisição de fundos pá. O negócio tá mau e os de sempre tão a se esquivar”. E eu fui ver. E a nota estava lá. Qual Obama, o Professor entrega-se à sociedade civil e qual mártir da coisa, solicita verbas para os seus encantos.
A lista que nada lista
Queria fazer uma entrada aqui no jornal só sobre a lista do Professor, mas confesso que aquilo é tão mau que não me vou dignar. Além disso, ali perdidos pelo meio estão pessoas que bastante considero e que pela amizade de outras datas que têm com o Homem não puderam dizer não ao chamamento. Neste capitulo apenas peço um exercício aos leitores, digamos que é trabalho de casa. Façam um exaustivo cruzamento de nomes candidatos aos diversos órgãos e verão que encontram a mesma pessoa candidata em assembleias de freguesia também nas listas à câmara ou assembleia municipal. A juntar à questão genealógica, estas listas são do mais fraco que já se apresentou. Acho que batem a bota ao sapato em causa, que em tempos áureos (ainda duram?) andou a trilhar estes mesmo caminhos.
Considerações finais
Não á vontade nem energia no Professor. Seria um risco muito elevado dizer que ele já se arrependeu, mas não o vou fazer pois não sei o que o Homem pensa. E escrevam isto que vos digo (ou copiem que acho que também dá), o bloco não vai ganhar novos votantes, vai busca-los duas casas ao lado.
Os acontecimentos políticos dos últimos dias deixaram o povo louletano nada surpreendido pois já era expectável que a nau começasse a por água mais tarde ou mais cedo.
A onda que os apoiantes do Professor queriam criar em sua volta não só não se concretizou como começou a pouco e pouco a cair pela areia e a desfazer-se num qualquer pontão onde só vivem perceves e mexilhão. Quem conhece o Professor e já privou politicamente com a personagem sabe do seu trato difícil, da sua condição autoritária e da sua dificuldade em aceitar a opinião dos outros. Dai que os números a atribuir às diversas correntes de opinião tenham gerado tal descontentamento que levaram ao director de campanha a saltar borda fora qual marinheiro da Nau Catrineta. Foi o epílogo de uma história que terá tudo menos um final feliz para o Professor.
Conta-se por ai, pelas bordas de Quarteira a roçar Vilamoura que o director da campanha não admitiu que o Outro Professor, o que tem muita felicidade, lhe tenha trocado as voltas e que ele, majestoso na sua mísera retórica não tenha sido reconhecido como o vice do D. Sebastião. O director de campanha não só não aceitou a afronta como incentivou o jovem deputado-lider local a afrontar o Professor sob pena de em caso de recusa saltar para o bote salva vidas. E assim foi. Mas acham que o homem saia pela porta pequena, caladinho e sem holofotes nas ventas? Não, claro que não. Alias nem outra coisa se esperava de um pupilo endiabrado do Professor. Era vê-lo há dias a apregoar vitória, qual ardina da Praça do Mar. Dado que os desejos de sua majestade o director de campanha não foram cumpridas o homem passou das palavras à acção. Murro na mesa e aviso à imprensa. Parangonas “director de campanha salta borda fora”, “Navio que surfava a onda começa a afundar”. E porque? Não. Nada de explicações, só no dia 12 de Outubro quando as facas estiverem apontadas aquele a quem o ex-director de campanha remete as explicações: o deputado-lider local. Coincidência? Não. Nesta nau não há disso.
Luta pelo poder, pura e simples, sem qualquer respeito ou pudor pelos homens de esquerda ou pelos restos de eleitores que ainda acreditavam na ilusão. Jogo sujo, baixo e com muita intriga, telefonema e encontros a altas horas pelo meio. Politica do século passado, sob a alçada do grande e regressado Professor. São os tempos de outros tempos que não voltaram a ser tempos.
Mas o que fazer quando a onda se espumou no areal e pouco ou nada resta? Cavar e tapar com um baldinho. Refiro-me as listas apresentadas e aprovadas por unanimidade sob a tutela do Professor. Poucas caras novas, muito descrédito, e muita árvore genealógica pelo meio. Era ver alguns a dar pulos em frente à empregada enquanto pediam mais um café ali às portas do paraíso celeste. Nem uma manta de retalhos seria mais retalhada do que a lista do Professor. Após recusas e mais recusas, confrangedoras e desmoralizadores, havia que atirar ao alvo certo: oportunistas de ocasião, sem condição política ou trabalho público e social demonstrado. Perdoem-me a sinceridade e o talvez exagero, mas nunca vi tal coisa em tantos anos da coisa pública. Mas cabe na cabeça de alguém que a árvore familiar componha o ramalhete? Percebo a sórdida e torcida mente que magicou tal assassinato político do partido que se diz socialista: Regeneração da imagem pública. O problema é que nem isso a lista faz, alias, basicamente nada faz. Vive de um nada, de um vazio e de um nevoeiro de pouca competência, de uma falta de respeito à esquerda e ao centro. Confesso que o meu dicionário tem falta de palavras para classificar tal numeração.
Pagamento ao partido
É por estas e por outras que me afastei da vida política. Então cabe na cabeça de alguém que a menina do Pai de Alte esteja de alma e coração com o projecto do Professor? Depois de tantos quilómetros de costas voltadas só o pagamento da divida ao Largo do Rato justifica tal candidatura ao órgão de representatividade da população. Nem de alma, nem de coração. Só de papelinho na mão, três palavras ao microfone e uma faca para apontar no dia 12.
Se antes estava convicto que o Professor ia ser derrotado, hoje estou certo que será alvo de uma grande lição de democracia!
A política exercida por determinada pessoa em determinada época é um espelho da sua personalidade que reflecte a sua forma de estar na vida pública (leia-se politica). Há pessoas cuja forma de estar publicamente é tão centrada no seu próprio ser que esquecem a existência de outros à sua volta. Assim foi o Professor nos anos 90, assim é o Professor hoje em dia. Um homem que vive da cultura da imagem e cuja substância acaba após um o primeiro olhar.
Pensarão que estou a exagerar. Não estou. Estou a retratar o homem que bem conheci na segunda metade da década passada. Prova disso é que hoje, aqueles que eram os seus homens fortes já não estão consigo. Desertaram. Os que resistem são os que por interesse procuram uma sorte que por inteligência e sensatez os eleitores não lhes vão dar.
Hoje o Professor rodeou-se das piores pessoas. Soube peneirar bem os cereais só que em vez do trigo ficou o joio. Do director de campanha, aos que o acompanham, o Professor soube desde a primeira hora que não iria contar com os verdadeiros Socialistas de Loulé.
Da cultura da imagem vive a campanha do Professor. Não se lhe conhecem afirmações sobre o futuro, apenas glorificações sobre um passado que teima em mascarar e em falsear. Não se lhe conhecem novos rostos de governação, apenas fracos aspirantes a gestores da coisa pública. Não se lhe conhecem criticas construtivas, apenas afirmações dúbias que pretendem lançar a suspeição e a polémica. Não se lhe conhece uma linha política, apenas casuais conversas de circunstância.
Da cultura da imagem vive a campanha do Professor. Num golpe de baixa moral politica, que envergonha os militantes do Socialismo em Loulé, procurou tirar proveito da negligencia moral de um cuja malvadez certamente se esgota em si mesmo. Foi triste ver determinadas declarações e pior, foi triste a postura assumida perante um facto condenável em toda a linha mas que de política nada tem. Oportunismo politico puro, numa linha que a ninguém surpreende.
Pensem nos prós e nos contras do acontecimento e retirem as vossas próprias conclusões.
A política deve ser vivida com princípios e ética, não com jogos de bastidores.
Desde aquele longo dia de verão, em que uma ilusória onda gigante no mar de Quarteira ocupou o espaço mediático das televisões nacionais, que tenho uma certa dose de desconfiança sempre que oiço falar em ondas. E convenhamos que entre as ondas marítimas e as ondas políticas, muito existe em comum. Ambas vão e vem, umas existem de facto mas outras, como a de Quarteira, são pura ilusão de óptica. A diferença fundamental assenta no produtor da onda. Se no mar é um simples (porém complexo) ciclo que a natureza impõe, por outro, as ondas políticas, são criadas por pescadores de água doce que procuram nas profundezas vazias dos seus candidatos, pérolas que lhes garantam sustento.
Isto a propósito da tal onda que meia dúzia afirma existir, e penso que meia dúzia é ser simpático. Sei bem como se criam essas ilusões que depois do fumo se dissipar nada mais são que meras acendalhas num prado verde. Fico feliz por assim ser. Não por qualquer desejo de vitória alheia mas acima de tudo porque vejo que aqueles que realmente poderiam engrossar tal onda estão muito serenos a observar o cenário da praia. E quem são eles: os socialistas, pois claro.
Sei que nas hostes do Professor o assunto é recorrente e sei também que tem havido esforços de apaziguar problemas antigos, mas sei também que em politica tudo tem um preço e aqueles que á quatro anos não tiveram coragem de voltar costas ao Professor por respeito ao Dr. Aleixo, hoje estão na bancada VIP a rir baixinho de todo o circo que a pouco e pouco a candidatura vai montando.
A causa Socialista tem em Loulé grandes Homens que durante anos deram o corpo ao manifesto numa entrega que valeu ao concelho prósperos anos. Mas esses, como homens de bem que são, não dependentes do negócio politico partidário, sabiam e sabem que tudo tem o seu tempo e, na altura certa, souberam airosamente dar um passo ao lado nunca caindo na tentação populista do discurso fácil de oposição e mantendo a cabeça erguida.
Lançadas as premissas é tempo de interrogações. Se o Professor está a gerar uma grande onda de apoio, onde estão afinal os Socialistas? Onde estão os Homens e as Mulheres que marcaram a vida politica do concelho durante os anos dourados?
Não estão.
Estão de fora a assistir a todo o espectáculo. E estão nessa posição porque sabem ler politica e porque não esquecem as atitudes, as decisões e a forma como foram tratados pelo Professor. Com arrogância e com desprezo viveram perante alguém que instalou uma aura de grande estadista renegando as suas origens e se desligando daqueles que um dia lhe deram a mão. Mas o “efeito borboleta” não falha. E tudo o que fazemos um dia tem implicações no nosso futuro.
Por isso hoje olho para os homens fortes do Professor e vejo tudo menos Socialistas. Vejo oportunistas de ocasião que vestem a mascara de homens sociais e que têm um total desapego pelas causas dos mais necessitados. São vários e todos sabemos quem são. Diria até que são como o vento, mesmo não se vendo, sentem-se. Sim, porque as decisões claramente erradas da campanha do Professor não vêm só da sua mente. O Professor soube se rodear daqueles que pensam como ele: de forma plenamente eleitoralista.
Exemplo deste relato é o recente acontecimento visando a destruição de um suporte de campanha. Quem estava afinal ao lado do Professor no tal encontro com os senhores dos jornais?
Confesso que há tempos atrás me preocupava o facto de eventualmente ver certas pessoas pelas quais tenho grande consideração se envolverem neste triste espectáculo, mas hoje, vejo que essa possibilidade se esfumou e vejo que os Socialistas estão fora desta luta.
Pela sua coerência e pela sua espinha dorsal, aqui vos deixo a minha homenagem.
O Professor é cada vez mais um homem só que tem feito tudo para dar nas vistas e estar na agenda. O problema é que os tempos mudaram e o que era uma realidade absoluta nos anos 80, hoje é passado.
Assim como o Professor. Também é passado.
Confesso que não tinha muitas ilusões sobre o jantar de apresentação do Professor. Já estive em outras ocasiões em jantares promovidos pelo Professor e sei bem como pensa e olha para estas situações.
Foi o regresso da política espectáculo que o Professor sabe fazer tão bem. Dai que alguns apontamentos do jantar tenham sido no mínimo hilariantes! Perguntaram certamente se o Alcides esteve no jantar, mas dai não tenho problemas de consciências porque como já afirmei no passado, para esse peditório já dei e tenho suficientes amigos (dos bons; que perduram no tempo) para me irem dando estes relatos que teimam em fugir das notícias que passam cá para fora. Ai também a máquina do Professor sempre foi boa. Muito boa. Não tenham ilusões a propaganda do Professor é e será muito boa.
Começou logo pelo número de bilhetes, as suas compras e o número de presenças. Ao que parece a equipa (aquela próxima, porque equipa é uma palavra que faz espécie ao homem) do Professor ficou incomodada com outros jantares que por ai houve, que deram lugar a alteração de localização e que sinceramente pouco me interessam. Sei porem que houve forte pressão para criar a imagem de muita afluência de gente no jantar do Professor para que a coisa não ficasse atrás do outro senhor. No final da semana anterior ao jantar, estavam cerca de 150 bilhetes vendidos quando foi necessário tomar atitudes: alguém tem de “comprar” os bilhetes. O Homem colocou-se no terreno e cedo surgiram duas pessoas colectivas que “por amor a Loulé” lá deram um jeitinho e lá se desfizeram em valores para que a oferta ao povo fosse mesmo oferta. Feito a arranjinho vá de distribuir papelinhos verdes com a promessa de “belos pratos de camarão”. Mas o problema mantinha-se. Continuavam a faltar believer’s (como diria o meu tio Americano). Então o que fazer? Vamos á federação, ou melhor aos amigos de outros tempos. Faro, Olhão e Portimão… vá de encher camionetas e vamos lá para o pick-nick. Mas isto será mesmo verdade ou é uma história? A máquina de propaganda diz que é história, a senhora da bomba de gasolina do NERA diz que é verdade…
E o cenário? Uauuuuuuuu…. um “grupo de amadores” como foi apregoado montou um cenário melhor que o do Sócrates. Ups… eu falei em Sócrates? Então mas a máquina é idêntica? É a mesma? Pois é… amigos de outros tempos mexem no Largo do Rato. Mas a máquina de propaganda diz que foram os anónimos que “por amor a Loulé” ali trabalharam arduamente.
Cenário à Obama. Creio que o Professor já se sente assim. Mas cada um tem dentro de si o Obama que quiser.
Tudo e Tudo centrado no homem. Primeiro, e antes de encher as bocas famintas, falam aqueles que não interessam. O miúdo da jota, o homem da federação (que morre de amores pelo Professor…) e o homem deputado. No final, a estrela convidada (pelo Pai de Alte) e naturalmente o Professor. Ecrãs, telas e o melhor de Hollywood a relembrar cenários de outros tempos.
E ouve ainda o vídeo. Verdadeiro apagão da história recente de Loulé. Ficamos a saber que o Professor, mesmo distante há 10 anos, fez todas as obras do concelho. Todas? Perguntaram admirados. Sim, segundo o vídeo foram mesmo todas. Uma tremenda falta de respeito pelo homem que com ele esteve sempre fiel ao lado e que fez obra em Loulé: Vítor Aleixo.
Confesso que me daria especial gosto de ouvir as palavras do Professor na boca do Dr. Aleixo: “o Professor foi ingrato para comigo”.
Mas findo tudo isto, e agora que o fumo (sem fogo) passou é de saudar todo aquele espectáculo. O Professor não conseguiu evitar e mostrou a sua face. Assim todos sabemos com o que podemos contar: Show off do primeiro ao último minuto.
É o regresso da política espectáculo, sem conteúdo e sem visão de futuro. O Professor sempre pode ir assobiando “ò tempo volta para trás…”, mas ele não volta mesmo, porque no momento da decisão, as pessoas têm memória.
Dia 08 de Junho escrevi o post “E mais uma vez: Alte!”
Lá dava conta da visita do Engenheiro do Banco de Londres ao nosso cantinho. Lá falei da visita a Alte. Lá falei dos conselhos recolhidos. Eu não percebo nada disto mas vamos aos factos:
1 – O Engenheiro do Banco de Londres vem a apresentação do Professor.
2 – O Engenheiro do Banco de Londres não será candidato à assembleia, aconselhado pelo Pai de Alte.
3 – A Senhora que perdeu o lugar no centro da Europa vai ser cabeça de lista do Algarve na próxima sessão nacional de cruzinhas com o alto patrocínio do Largo do Rato em Lisboa.
Mas isto é palavra de louco que não percebe nada disto!
Na mesa da janela das Portas do Céu, onde tudo se fala e nada se ouve, fui vítima de assédio político de um amigo de longa data.
“Meu amigo”: Não vai ouvir o homem?
“Eu”: Qual homem?
“Meu amigo”: O homem pá. O professor no próximo sábado.
“Eu”: Para esse peditório já dei há muito tempo.
“Meu amigo”: Não preciso que me dês nada. És meu convidado.
“Eu”: Não te sabia assim tão fan do homem.
“Meu amigo”: Épa, não sou, mas tenho curiosidade e vou lá ver. Além disso o XXX deu-me aqui um bloco de talões.
“Eu”: E andas a vender? Estou a ver que voltas-te às lides políticas em força.
“Meu amigo”: Qual vender pá. O XXX deu-me isto para distribuir. Disse-me apenas que só podia dar a quem lá fosse de certeza.
“Eu”: (risos) Não falhas uma.
“Meu amigo”: (risos) As voltas que o mundo dá!
E assim foi o café das 22h.
Está esclarecida a coisa. Para além do número de comensais ao que parece a coisa vai ser estilo Hollywood. Ecrãs gigantes, produção televisiva e o homem vai descer de uma estrutura qualquer.
Se houver fumo, fica resolvido o mito de Dom Sebastião.
Tudo isto a juntar às (largas dezenas? centenas?) placas com a cara do senhor, dá que pensar em outras coisas….
Nota final: Não vou mesmo ao jantar, não por falta de oportunidade, mas porque já sei o que de lá vai sair. E para esse peditório já dei.
Pergunta: Qual a melhor forma de perder uma eleição?
Resposta: Não existir.
Hoje, 17 de Junho, quando faltam pouco mais de três meses para as eleições Autarquicas, o PS e o Professor ainda não fizeram campanha. Nem uma ideia, só amor.
Para quem diz que tudo está mal, estranha-se a ausência. Ou será mesmo para garantir a derrota?
Talvez… É que a “capital” está à espera!